Jamelão foi a voz e a cara da Mangueira e o
intérprete perfeito de Lupicínio Rodrigues. Segundo Tárik de
Souza,
(...) seu timbre metálico, ao mesmo tempo cortante e
cálido, pode ter se originado na infância de
escassez. Carioca de São Cristóvão, nascido em
12 de maio de 1913, criado entre o Engenho de Dentro e a Vila
Isabel, pequeno jornaleiro desde os nove anos, José Bispo
Clementino dos Santos, o Moleque Saruê, como era apelidado,
apregoava sua mercadoria por todo o subúrbio. "Acho que
aprendi a ter essa voz aberta de tanto gritar, vendendo os
jornais", contou ele (...)
Nesta seleção, três pérolas de Lupicíno, o mestre do drama conjugal por Jamelão, acompanhado pela sensacional Orquestra Tabajara. Gravadas na década de 70, essas canções receberam "um trato" da gravadora por ocasião do lançamento da caixa "Jamelão - a voz do samba" em 1997. Parece até que a gente está no night club, tomando um drinque ou dançando colado. Talvez o grande crooner esteja mesmo embalando os casais numa outra dimensão. Vai com Deus e muito obrigado, Jamelão!
